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segunda-feira, 4 de maio de 2015

Sobre a Origem dos Vícios

Imagem retirada do Google
Apegar-se às coisas é de nossa natureza material. Querer algo ou alguém que nos faz sentir bem, sempre perto de nós é um desejo muito sensato. Mas, enrustida em uma máscara de sensatez, está o vício - uma necessidade corrosiva de ter o objeto de nossos desejos, tão intensa nos consome e nos lança em depressão quando este o falta. Um cigarro, uma bebida, um  beijo, uma carícia, uma noite de paixão... Quando a necessidade pelo prazer leva à angústia de não o ter, é porque passou da hora de ponderar nossos desejos.

Uma vez preso ao vício, libertar-se é uma guerra árdua, diária, e intensa. Quanto mais tempo de negação, ignorando que nossa atitude está nos fazendo mau, mais doloroso é deixar o hábito. Abnegar-nos do objeto de desejo é recebido por nós com violência, várias vezes nos levando à recaída. Isso porque "tirar o doce da criança" não é libertá-la da vontade de comê-lo. Para isso, é preciso abandonar o próprio desejo, o que só pode ser feito quando passamos a compreender sua origem.


Eis que a origem dos desejos não está o objeto, em sua forma exterior. A origem de nosso vício não está na bebida, ou no sexo, ou seja qual for o hábito. Estes são apenas os instrumentos. A verdadeira origem jaz em nosso íntimo - na vontade de sentir o prazer que o instrumento proporciona. Pergunte-se: por que eu bebo? Por que eu me entrego a tal sensação? E não se conforme com "porque é bom". Por que é bom? Indague-se. Compreenda as raízes de suas emoções. Conhecer-se é o verdadeiro caminho para libertar-se. Se toma um punhado de grama nas mãos e arranca-lhe as folhas, ela torna a crescer pois a raiz permanece. Encontre a raiz do desejo e contemple-a. Uma vez que esta for curada, assim será também o vício e o desejo. Por isso, medite sobre si mesmo. Medite sobre seus sentimentos. Sobre seus apegos e paixões. Dominar-se a si mesmo. Redundante, mas não coisa simples de se fazer, tampouco impossível.

Namaste!

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