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sábado, 6 de fevereiro de 2016

A Evolução do Espírito

Imagem retirada do Google
De acordo com diversas escrituras religiosas e sagradas, o Espírito Vivo de Deus penetra toda a criação. Esse princípio, de acordo com o Bhagavad-Gita (uma das principais escrituras do hinduísmo) é o Paramatma, ou a Super-Alma, que se traduz como a centelha de Deus existente no coração de todos os seres vivos. Assim, o progresso do ser se dá quando este passa a ser consciente da vontade divina dentro de si, elevando sua consciência ao pata mar de karma-yoga (serviço devocional amoroso ao Senhor). Quando lemos os ensinamentos espíritas, vemos, no 8º capitulo do Livro dos Espíritos, a menção por Kardec da Lei do Progresso. Segundo esta, o espírito progride de forma incessante, evoluindo sua consciência de forma ininterrupta, encarnação após encarnação. Por esta razão, é tido que um espírito, após alcançar determinado patamar intelecto-moral, não pode jamais regredir. O próprio Bhagavad-Gita dá testemunho desta lei quando afirma que o trabalho em consciência de Krishna não se perde. Uma vez alcançada, e realizado o serviço devocional, ainda que interrompido ou incompleto, o ser não perde o esforço exercido e, assim que retoma seu serviço, retorna imediatamente ao patamar anterior.

Quando analisamos, por conseguinte, a estrutura dos seis sansaras do budismo, vemos o seguinte: existem diversos mundo onde a alma pode encarnar. O mundo inferior, ou inferno, onde a alma padece em sofrimento espiando por seus pecados; O mundo dos espíritos famintos, onde os espíritos de avareza se perdem, incapazes de saciar sua fome ou sede; O mundo das bestas e feras, onde vivem aqueles regidos pela animalidade e instintos, existindo apenas para comer e acasalar; O mundo das guerras, ou asura, cheio de ódio, inveja e violência, permeado por guerras e morte; O mundo humano é o quinto sansara, um plano intermediário, onde o espírito tem maiores condições de evoluir e tornar-se consciente, progredindo em sua jornada; o sexto sansara é o mundo celestial, ou reinos superiores, onde as mazelas mundanas não existem, repleto de satisfação e felicidade. De acordo ainda com o budismo, existe ainda o nirvana, que se caracteriza por um estágio de libertação completa dos ciclos dos seis sansaras, onde o espírito repousa em absoluto equilíbrio.

Fazendo uma análise através dessas três filosofias religiosas, podemos chegar a alguns esclarecimentos: o espírito humano é dotado de plena inteligência, tanto moral quanto intelectual. Através dos diversos processos de encarnação, a alma se aprimora, elevando sua consciência. Se entendermos os seis sansaras como estágios dessa evolução, o sofrimento causado pela ignorância é o que fomenta a busca pela libertação levando o espírito a cruzar os diversos planos da existência (ou mundos), até chegar ao patamar de nirvana, que, em consonância com a literatura hindu, se adquire pela consciência de Krishna, ou despertar da consciência divina. Esse processo, pelos ensinamentos de Kardec, não pode ser interrompido ou retroagir. Logo, uma vez que a consciência entra em contato com o paramatma, ela transcende ao ciclo de encarnações e mortes do plano físico. Para que isso seja efetivado, requer que cada um trabalhe seu interior, buscando a evolução moral através do estudo, auto-conhecimento, e repeito à vida em todas as suas manifestações.

Namaste!