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| Imagem retirada do Google |
Para todo aquele que vive neste mundo, cruzar por momentos de dor e sofrimento é um fato inevitável da existência. Não há calmaria ou tranquilidade perfeita em nossas vidas porque este mundo e tudo o que há nele é transitório, pois transitória é a natureza da matéria. Isso é um fato que não podemos mudar... Não podemos impedir o tempo de passar, tampouco podemos impedir a natureza de seguir seu curso. Tudo que há no universo manifesto obedece a esta lei. Assim, sofremos. E é comum que, nesses momentos tão delicados de nossas vidas, quando nossos nervos já estão à flor da pele e nossos sentimentos, retorcidos, sintamo-nos desamparados e sozinhos. O mundo inteiro perde o sentido por alguns instantes, e as pessoas que passam por nós simplesmente não parecem notar a nossa angústia. Às vezes, olhamos alguém nos olhos, por um mero segundo, buscando algum consolo num olhar complacente, mas tudo o que vemos é indiferença, e, no mesmo instante em que se cruzaram, os mesmos olhos se afastam, cada um a mirar no que lhe apraz. O sofrimento nos faz questionar muitas coisas, principalmente se alguém se importa conosco. Mais que isso: se Deus existe, por que ele nos permite sofrer? Por que Deus se porta tão apático à dor do mundo?
Antes de questionar a omissão de atitudes divinas para sanar nossos lamentos, devemos ter em mente o seguinte: uma vez que somos almas conscientes de nossa própria existência, tomamos para nós o direito do arbítrio sobre nossas ações. Dessa forma, é nossa escolha como agiremos defronte cada situação de nossa vida. Sabedor disso, face ao sofrimento, cabe ao homem erguer sua cabeça. Deus penetra a todos os seres, e conhece a todos em seu mais íntimo pesar. Ele não é insensível às dores do homem. O homem que é insensível aos desígnios de Deus. O homem não sofre porque Deus quer, ou porque Deus assim o ordenou. O homem sofre pelo fruto de seu próprio karma, pelas consequências de suas próprias ações, boas ou más, e por estar apegado a estes frutos. Aquele que deposita todas as suas ações no divino não sofre porque ele está consciente de que os frutos que advierem não serão jamais seus, mas do Senhor, e por isso ele apenas segue seu caminho segundo Sua vontade. E quando cruza os mares de sofrimento, sabe que Deus não o abandonou, tampouco assiste ao seu sofrimento em silêncio.
Deus está sempre atento ao que acontece conosco, observando-nos pacientemente até o momento em que voltemos nosso olhar ao Dele. Nele reside a força que buscamos para transpor quaisquer barreiras. Mas, para fazer uso dessa força, o homem precisa despertar seu coração para a divindade e a divindade em seu coração. Quando este e Deus forem unos, o sofrimento cessa, pois não há mais frutos cármicos, tampouco está o homem sujeito à transitoriedade das coisas, pois estará agora situado na permanência do divino.
Namaste!

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