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quarta-feira, 18 de junho de 2014

O Eu e o Outro


Imagem retirada do Google
À medida em que vamos vivendo em sociedade, vamos nos sujeitando a diversas regras de conduta. Cada situação pede de nós uma forma de comportamento que conduz as nossas ações e palavras. Conviver significa sujeitar-se a esses preceitos. Nem sempre isso é fácil. Dentro de cada um de nós existe uma força rebelde que urge, compelindo-nos a agir de forma diferente. Para alguns, essa força é ainda mais intensa. Na psicologia, é chamada de "ID", nossa parte primitiva, guiada apenas pelo prazer das ações; Para a ciência veda, é "prakti", ou "modo da natureza", e estes são três: o modo da ignorância, o da paixão e o da bondade. Todos nós possuímos estas três energias, estas três formas de prakti dentro de nós, sendo muitas vezes dominado por uma delas.

Para aqueles que estão no modo da ignorância, a vida é apenas isto que parece. Para estes, não há nada além da natureza que os cerca, nada além do mundo material. São pessoas de pouca evolução espiritual, céticas ou mesmo ateístas, cuja meta única da vida se resume ao vazio de existir. O modo da paixão é a predominante naqueles cuja vida é uma eterna festa, e sua única forma de ter paz é viver para o prazer. Esta prakti é a própria força do hedonismo absoluto. Já o modo da bondade é a característica daqueles que estão em um plano espiritual elevado. Essa energia é fortemente presente naqueles que se abstém dos prazeres mundanos e dos que enveredam por caminhos religiosos e de não-violência.

Conforme foi dito antes, todos possuímos estas três energias, contudo, uma ou outra estará mais exacerbada ou mais visível em nosso modo de ser. Às vezes, por inúmeras razões, uma pessoa pode tentar mudar a sua prakti, por exemplo, alguém que é dominado pela energia da paixão tenta se abster dos prazeres carnais. Isso pode acontecer, digamos, quando um homem ou mulher de sexualidade muito ativa decide se casar, ou tomar para si votos de castidade. A vida conjugal ou casta começara a lhe parecer um martírio! Uma vez negada, a nossa natureza se torna um monstro dentro de nós. Quando tentamos refrear um impulso, ele se torna mais forte. Se tentarmos dizer não a uma vontade, coo a uma criança pequena, ela irá nos quebrar por dentro. Por isso é tão difícil deixar um vício. Mas não é impossível.

Repetindo mais uma vez, todos nós temos as três forma da prakti dentro de nós. Para mudarmos nossa forma de ser, precisamos mudar nossa prakti, não negá-la. Mudar o foco. Se te da vontade de beber, não lute contra ela: mude seu foco! Terapias ocupacionais, yoga, atividade física, meditação... Mude o rumo de seu pensamento. A energia é como um rio, se você tentar enfrentá-lo direto, criando uma barreira para tentar bloqueá-lo, a barreira pode romper, e você recair no seu vício. Por isso, não crie uma barreira - crie um desvio! Se você tem sua religiosidade, devote suas ações à divindade. Se não tem e não quer buscar, então mude suas ações para algo mais saudável. Ninguém pode negar sua própria natureza, mas qualquer um pode dominá-la. Tudo o que precisa é de força de vontade, determinação e (mudança de) foco.

Namaste!

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