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segunda-feira, 2 de junho de 2014

Entre a Devoção e o Prazer


Imagem retirada do Google
Hoje, deitado em minha cama, com meu filho pequeno ao meu lado, tive uma clareza em meus pensamentos. Desde pequeno, posso me considerar privilegiado pois sempre me foi muito simples compreender a espiritualidade, por isso, nunca entendi muito bem porque as pessoas questionam tanto os propósitos de Deus, ou sua existência. Mas, quando estava com aquela pequena criatura a quem chamo de filho, adoentado por uma gripe, dormindo ao meu lado, pude entender: é muito mais fácil amar a um filho do que a Deus. Melhorando este pensamento - é muito mais fácil amar ao mundo do que a Deus!

Amar a Deus exige devoção sublime - o mundo, não. O mundo está ao nosso redor, nós o experimentamos a todo momento, em tudo o que fazemos, de uma forma tão poderosa que ela entorpece nossos sentidos de forma inimaginável! O mundo é encantador, pois ele é percebido plenamente através de nossos sentidos corpóreos, e estes sentidos, você não precisa despertar. Você já nasce vendo, já nasce ouvindo, já nasce provando, cheirando e tocando, exceto, é claro, em exceções de pessoas especiais. Ainda assim, mesmo estas, ainda experimentam do mundo em outras formas. Por isso, o mundo parece tão sedutor.

Já a Deus, não. Deus só pode ser experimentado quando nos permitimos a isso. Quando despertamos esse novo sentido. Para experimentar a Deus, é preciso se entregar a Ele. É preciso buscá-Lo. O que não é necessário com o mundo, vez que ele vem a nós naturalmente. Não existe Religião do Mundo porque nós já estamos ligados a ele. Religião é para nos ligarmos a Deus. Assim, sendo tão fácil viver no mundo, é claro que é mais fácil amar e adorá-lo do que à Divindade. É mais proveitoso a nós agradar aos prazeres do corpo, pois não precisamos do sacrifício do espírito.

Contudo, ao desperto não cabe enveredar pelo caminho dos prazeres mundanos. Àquele que conhece o vazio de existir nesse mundo sabe que, na matéria, não há outra coisa senão a morte. É necessário o Divino em nossas vidas, não para aplacar o medo do desconhecido ou do pós vida, mas porque somente através Dele podemos conhecer a plenitude do existir. Somente através de experimentar o serviço devocional podemos nos livrar do Samsara e encontrar a paz do Nirvana.

Namaste!

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