Das Doenças da Mente e a Meditação
![]() |
| Imagem retirada do Google |
Assunto muito em foco nos dias atuais, a saúde mental vem tomando cada vez mais destaque no tocante aos cuidados da pessoa. Não apenas na sociedade atual, mas principalmente na sociedade ocidental, as disfunções da psiquê estão se agravando de forma alarmante. Há poucos anos atrás, não havia tanta preocupação, não apenas porque muitas dessas doenças não eram conhecidas mas porque o próprio estilo de vida era diferente. Ansiedade, depressão, estresse e fobias eram males que afetavam a população em um grau menor.
Esse crescimento pode ser atribuído à agressividade do mundo moderno. Informações são veiculadas em uma velocidade impressionante, e absorvidas por nós a todo momento! Esse movimento intenso de informação degrada pouco a pouco nossa capacidade de manter o foco em uma atividade apenas, e enfraquece nossa concentração, por conseguinte, nosso equilíbrio mental. Essa instabilidade é o princípio básico para que se instalem as moléstias da mente, e os sintomas são fáceis de serem notados - uma pessoa que não consegue ler ou estudar sem deixar ligada música ou TV próximo; não consegue ficar em casa sem que algum aparelho eletrônico esteja ligado fazendo barulho; não consegue sequer ficar sentado, parado por meia hora em algum lugar, sem estar fazendo alguma coisa. Esses são sintomas básicos, fáceis de serem notados em uma pessoa ansiosa.
Tais moléstias, como foi dito, nascem da fraqueza da mente do homem. Costuma-se dizer que a mente é como um macaco - inquieta, sempre procurando um novo galho para pousar, mudando de pensamento em pensamento, nunca parada. Quando essa mente não possui a disciplina, ela domina a pessoa e a destrói pouco a pouco, como o músculo sem treino se torna flácido e fraco, e desprotege o osso, deixando-o quebrar. Assim como nosso corpo físico, é necessário que fortaleçamos a nossa mente para que possamos nos prevenir das mazelas psíquicas e não nos perdermos nas paixões mundanas. Para esse domínio, a ferramente mais hábil já descoberta é a meditação. Focar no momento presente.
Para meditarmos, é necessário que tenhamos sempre em mente o seguinte: não há lugar ideal, não há hora ideal, não há maneira ideal. Não é necessário que você se isole no meio de uma mata, e sente-se em posições desconfortáveis e siga a risca um modelo prescrito. Se essa é a sua primeira experiência e você tenta seguir um plano ióguico extremo, meus parabéns - é o primeiro passo para o fracasso. Assim como uma criança birrenta, a mente é teimosa e não obedece de forma instantânea. É necessário treino. Busque um lugar confortável, onde você se sinta bem. Aconselho sob uma árvore, em um parque por ser um lugar tranquilo mas não desesperador para pessoas ansiosas. Também não tente limpar a mente de todos os pensamentos, não é possível fazer isso quando não se tem experiência. Você deve entender que sua mente é única, e para desenvolver a meditação você precisa conhecer a si mesmo. Então, ao invés de tentar forçar sua mente ao vaio, busque uma âncora, algo que lhe ajude a manter seu foco: ouça o vento balançar as árvores e sinta o vento lhe tocar, sinta o pulsar de seu próprio coração, o ar entrando em seus pulmões, a terra sob você. Sinta a vida fluir. Sinta a si mesmo. Sinta o divino em si e no universo ao seu redor. Isto é momento presente. Não há um tempo ideal. Você pode determinar esse tempo, da mesma forma que alguém treinando para uma maratona determina o tempo da corrida. Pratique isso, se puder, todos os dias, ou em dias alternados. Vença a preguiça e faça. Não demorará muito para que sinta os efeitos dessa terapia. Sinta e verá!
Namaste!

Nenhum comentário:
Postar um comentário