O Complexo do Patinho Feio
Quem não conhece a história do Patinho Feio? Era uma vez um patinho que vivia triste pelos cantos, pois era visto pelos outros como o diferente. Era repudiado por seus irmãos e mesmo por sua mãe, que mal suportava olhar para ele. Todos viviam a comentar e maldar sobre a feiura daquele pobre pato. Ninguém queria ser seu amigo. E qualquer um que olhasse para ele só poderia pensar uma coisa: como ele é estranho! E assim o patinho cresceu, vivendo dia após dia em sua triste solidão... Até o dia em que olhou para o céu e viu vários cisnes voando, e os admirou: "Que belos são eles!". Mas logo abaixou sua cabeça, triste por lembrar de sua própria feiura... Foi quando viu seu reflexo no lago, e espantou-se! Pois durante todos esses anos, preso à sua tristeza, jamais parou para admirar quem ele realmente era e perceber a verdade mais simples: ele jamais foi um pato - ele era um cisne!
Claro que essa é a minha versão do conto, mas o que vale aqui é sentido da coisa: há muitas pessoas que sofrem na vida o Complexo do Patinho Feio. (hã?) É isso mesmo. São pessoas que veem a vida com olhos diferentes, e que acreditam em coisas diferentes do usual, que vivem por princípios que são estranhos à maioria das pessoas. Pessoas que, por suas crenças e ideias, são estranhos à sociedade, e assim como o "patinho" do conto, são repudiadas e diminuídas. Algumas dessas pessoas tem a graça de se olhar no espelho um dia, e perceber que é verdade, elas são diferentes - em uma sociedade de patos, elas são os cisnes! E assim encontram refúgio na grandeza de si mesmos, tornando-se um diferencial na sociedade. Pessoas como Sidarta Gautama (O Buda), como Jesus Cristo, como Nelson Mandela e Gandhi. Todas elas passaram por isso em algum momento - foram olhadas com estranheza, tratadas com aspereza e tidas como loucas por aqueles que não conseguem compreender a grandeza por trás desses nomes.
Quando uma pessoa chega a um certo nível de consciência, ela passa a ser encarada com estranheza. Até por falta de compreensão das pessoas ao seu redor, passa a ser escanteada, mal olhada, e chega até a acreditar que o problema está nela. Só que não. Isso acontece, por exemplo, quando em uma família de carnívoros, o filho mais novo chega e diz "quero me tornar vegetariano". É muito comum ele ser olhado com estranheza, e sofrer piadinhas e brincadeiras do resto do grupo. Mas ele está errado? Ele chegou ao nível de consciência onde percebeu que comer carne não era bom para si, seja por convicções religiosas ou pessoais. Por não compreender isso, a sociedade passa a o tratar como um "patinho feio".
Jamais tenha vergonha ou medo de assumir as convicções que seu coração sabe serem certas. Não deixe que o peso dos olhares de estranheza dos outros tirem o brilho de suas ações. Se você sabe que é certo, faça! Pois, como diz a frase, "o certo é o certo, mesmo que ninguém esteja fazendo. O errado é errado, mesmo que todo mundo esteja fazendo". Viva pelo certo, pois a única pessoa que vai prestar contas por suas ações é você mesmo. Não tenha medo de ser o cisne. Não tenha medo de ser você.
Namaste!
Eu realmente gostei muito.
ResponderExcluirObrigada por escreve-lo.
Obrigado!!!! Me idetifiquei muito com a história.
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